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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

The Walking Dead - um bom começo.

Quando surgiram as especulações para a adaptação de The Walking Dead, quadrinhos de Robert Kirkman, fiquei ansioso para ver o resultado. Quando descobri que quem estava por trás de toda a produção era ninguém menos que Frank Darabont, o diretor de boas adaptações de Stephen King como Um Sonho de Liberdade e À Espera de um Milagre - fiquei mais esperançoso.
Nada melhor que um bom produto sendo adaptado por um bom profissional - especialmente na arte de adaptar. Mas isso só fez aumentar a ansie
dade, parecia que a adaptação ia levar anos para chegar às telas de nossas TVs - e PCs. Mas a espera teve fim, domingo, Halloween, foi ao ar a Season Premiere de The Walking Dead. E foi excelente!

Para suprir a expectativa, logo de cara uma ótima cena, um flashforward, com a participação de um dos walkies - na trama, é assim que os personagem chamam os zumbis. Em seguida, voltamos no tempo e vemos o incidente que deixou Rick Grames (Andrew Lincoln) em coma, passando um tempo indefinido até seu despertar e o início, pra valer, da trama.

As semelhanças com a HQ são bacanas, mas nada que nos faça ter spoilers, apenas por ter lido as HQs. O produtor/diretor Frank Darabont e o próprio Robert Kirman, também um dos produtores, já garantiram que a trama da série será diferente da HQ. O que se pode comprovar ao ver a história de Morgan e Duane, além de alguns detalhes da trama.
Aliás, Morgan é uma das gratas surpresa, interpretado por Lennie James, o Robert Hawkins de Jericho, na série está bem longe do assustado e sem-graça da HQ. Espero que volte a aparecer na série em breve.
Outra boa surpresa é a atuação de Andrew Lincoln, lembro vagamente dele no filme Simplesmente Amor - que teve participação do Rodrigo Santoro -, mas nada que chamasse a atenção. Porém, na série ele mostrou força e capacidade pra assumir um personagem complexo. Um personagem que precisa brigar contra seus princípios e atirar em crânios "indefesos" neste novo mundo cruel.

Tomara que The Walking Dead siga mantendo o bom nível e a julgar pela audiência, acho que dificilmente eles vão fazer algo para estragar a série. Até porque a segunda temporada já está garantida. Quanto a esta temporada, infelizmente, serão somente seis episódios.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

"When there is no more room in hell, the dead will walk the earth"



Em agosto do ano passado, a AMC ganhou a batalha pelos direitos de adaptar The Walking Dead, HQ sucesso de crítica publicada pela Image, para a televisão. De lá pra cá, entre as séries que vejo anunciarem, Dead é de longe a que eu mais quero assistir. É uma série de zumbis e vai passar no formato 18+, então o caminho está livre para headshots e machados. Precisa mais?

The Walking Dead conta a história de Rick Grimes, um policial que, junto com um grupo de sobreviventes, procura um lugar seguro para viver em um mundo dominado pela praga dos zumbis. Diferente de diversas séries em que os protagonistas são protegidos para evitar choques com os leitores, Robert Kirkman, o criador da HQ, desde o começo estabeleceu uma lei: ninguém está seguro. Além da qualidade das histórias, acredito que essa insegurança é um dos fatores que fazem os fãs acompanharem a série de maneira fiel. Outra característica desse trabalho de Kirkman é o clima pesado que toma conta da HQ e que poucas vezes se dissipa. Só pra constar: os zumbis são oldschool e não correm.

A série contará com Frank Darabont (o cara por trás dos roteiros, direção e produção de À Espera de Um Milagre) como produtor-executivo e possivelmente ele também dirigirá o piloto, encomendado em janeiro. Johnny Lee Miller (protagonista de Eli Stone) será Rick Grimes. Aproveitando que em agosto a emissora organiza o Fearfest, um festival de filmes de terror, a AMC deu sinal verde para que sejam produzidos seis episódios, para que a estréia aconteça no evento.

A AMC é o lar de duas das séries mais elogiadas e mais bem sucedidas em Emmys nos anos recentes: Mad Men e Breaking Bad. O canal a cabo aproveita a circulação restrita para criar séries de conteúdo para maiores de idade, estratégia compartilhada pela Showtime e pela HBO. Kirkman disse na sessão de cartas de Walking Dead que os executivos da AMC não controlarão o conteúdo, contanto que “Fuck!” não seja um convidado freqüente na série. Kirkman já comentou também que será uma adaptação da HQ e não uma cópia da HQ, então eles usarão os personagens e o cenário, mas possivelmente a história seguirá um caminho diferente. Considerando o sucesso do ótimo Zumbilândia, imagino que as pessoas estejam querendo mais zumbis e Walking Dead pode aproveitar esse vazio e se dar muito bem.

Fontes: THR e Omelete.