
Eu acredito que o que fazemos, sim, interfere em nossa integridade. A profissão que escolhemos exige que tenhamos ou desenvolvamos certas habilidades, que assumamos certas posturas. E logicamente isso está incluído na pessoa que somos. Um advogado necessita da capacidade de persuasão para desempenhar o seu trabalho, o que é refletido em sua vida pessoal. Alguém que trabalhe como stripper precisa ser sensual, atraente, bonito, e certamente esses fatores aparecem fora do ambiente de trabalho, como aconteceu com Robin. As housewives de Wisteria Lane se sentiram ameaçadas por ela, enquanto outros tentaram tirar vantagem. Robin criticou o fato de as pessoas a julgarem com base no que ela costumava fazer, mas o fato é que isso está presente na vida dela, que demonstrou e também confessou não saber os limites de como agir com os homens que encontra.
Por outro lado, um professor pode assumir uma postura rígida e autoritária para ministrar suas aulas, mas não necessariamente age dessa forma em sua vida pessoal. Isso, na verdade, pode ser uma capacidade de flexibilidade, interpretação, própria da pessoa. Enfim, a profissão que temos não determina quem somos, mas é um dos fatores que compõem a nossa personalidade de alguma forma, mesmo que não tão clara e direta.